segunda-feira, 27 de setembro de 2010

esqueça. esqueça tudo. aquela clareza que você tinha das coisas, aquele medo de errar, aquela certeza do que você é, e do que você quer, esqueça!
quando a gente tem 17, 18 anos, podemos ver nossa vida inteira pela frente, fazemos "grandes" decisões e pensamos que, por muito tempo, isso vai ser o suficiente. mas não é. portanto, esqueça tudo isso, porque não faz muita diferença. erre enquanto puder errar. e depois que você tiver esquecido, e errado, pare e se olhe no espelho. se você ainda for aquela mesma pessoa do início do post, você ainda tem muito trabalho pela frente. então vá, erre mesmo! não esquente a cabeça!
quando já tiver feito (e refeito, se necessário) tudo isso, aí sim escolha, e não recue quando "eles" não o aprovarem, é só "manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo". just forget them, and let it go!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

- a sensação:
é como um mergulho numa água bem morninha;
é como se enrolar num cobertor num diazinho frio;
é como aqueeela xícara de café de manhã, nos avisando que o dia já começou;
é como ouvir sua música preferida tocar no super mercado, depois de um dia sem graça;
é como voltar pra casa depois de passar tempo demais fora;
é como aquele ventinho de fim de tarde que passa brincando com nosso cabelo;
é como a alegria de seu cachorro quando te vê;
é como o riso de seus melhores amigos;
é como se o mundo fizesse sentido...
- a sensação é essa!

[ôôô coisa boa é um abraço!!!]

quinta-feira, 17 de junho de 2010

os 5 estágios:

negação. raiva. barganha. depressão. aceitação.


é como entrar no ring sem estar preparado para a luta. você nunca acha que o seu ponto fraco é fraco, e o pior, você nunca acha que tem um ponto fraco.

é como você sair com o maior sol, e no meio do caminho cair uma chuva inacreditável.

é como você viajar e esquecer aquele item essencial.

é como você não encontrar uma coisa que lhe é muito especial, e acabar descobrindo que perdeu.

é como o vaso quebrado. é exatamente como o vaso quebrado.


os 5 estágios:

negação. raiva. barganha. depressão. aceitação.

[de mudança! de novo!]

domingo, 23 de maio de 2010

danificado
da.ni.fi.ca.do
adj (part de danificar) Que se danificou; que sofreu dano; avariado, estragado.

começa desde cedo. quebramos aquela peça de porcelana que nossa mãe tanta gosta. tentamos colar, mas nunca fica do mesmo jeito. lutamos pra ninguém perceber que quebramos a porcelana, e quando alguém olha de perto, congelamos, entramos em pânico. o medo de que alguém descubra é aterrorizante.
começa desde cedo. quando crescemos, descobrimos que estamos tão danificados quanto àquela porcelana (ou mais). e a única coisa que nos resta a fazer é juntar os pedaços e rezar para que ninguém note. e o sentimento, aquele medo... vem em ondas. primeiro, a calmaria, e depois outra onda nos atinge.

(droga de porcelana...)

quinta-feira, 13 de maio de 2010


esse mês, fez 3 anos. o mês de maio é o mais longo do ano... no dia 02, eu so conseguia pensar que ainda faltava um fevereiro inteiro pra maio terminar. mas maio é excepcionalmente longo pra mim.

a alma parecia pesar dentro do corpo. as pessoas andam; eu me arrastava. a quinta-feira de uma semana horrível não poderia ficar pior (pelo menos foi o que eu pensei ao me levantar hoje, brigando com a cama, que insistia em me segurar). me enganei. hoje o dia tinha que estragar mais um pouco. aquele dia pesado, frio, sombrio, melancolicamente cinza que só essa cidade tem estava mais evidente. a cidade parecia ja saber. é como se ela lhe contasse, segurando uma xícara de café, o que aconteceu enquanto você dormia.
me arrastando pelo corredor, eu vi no mural "Acorda Pra A Morte, Moça". um murro na cara teria sido mais agradável. era o cartaz de um evento, algo sobre "morte em evidência", com um psicologo e um psiquiatra pra discutir a única certeza da vida: tudo que nasce, morre. claro, não poderia ser mais conveniente, pensei.

esse mês, fez 3 anos. hoje de manhã, fazia 4 horas. a dor da perda é indescritível. a verdade é inacreditável. você saber que nunca mais vai ver uma pessoa é a coisa mais triste que pode acontecer a um ser humano. que coisa mais horrível ter sua memória transformada em um cemitério. a gente aprende a lidar com a dor da melhor forma possível. ou, pelo menos, ignorá-la pelo resto do ano. mas ela sempre volta e bate na porta de novo, como um lembrete bizarro do inevitável.

[ It's a cold and it's a broken Hallelujah! ]

terça-feira, 13 de abril de 2010


as árvores balançavam violentamente. a chuva dançava com uma fúria a muito tempo não vista. o vento parecia gritar todas as queixas do mundo. foi assim que a noite abateu a cidade, que mergulhou na escuridão, como um filho de castigo que é mandando para a cama sem o jantar.

e alí, no apartamento 101, estavam os três deitados, cada um com seus medos, cada um em seu quarto e, apesar de não o dizerem, estavam acordados, mais acordados do que jamais estiveram, e tudo parecia estar bem assim...


[a tempestade do ano rolando e eu escrevendo à luz de relâmpagos!]

sexta-feira, 26 de março de 2010

essa noite, o vento invadiu o quarto sem pedir licença e alcançou o meu rosto com a mesma delicadeza que uma mãe tem com seu filho doente. senti uma pancada no estômago, como um murro. olhei para fora por puro reflexo, procurando ali alguma coisa que eu desconhecia e, ao mesmo tempo, me era estranhamente familiar, como uma lembrança de algo que certamente nunca aconteceu (poucas coisas são menos confiáveis do que uma lembrança!)

quando dei por mim, um sentimento contraditório de tristeza profunda e alegria sem motivos já tinha alcançado o fundo de minha alma. uma melancolia sem fim (e sem começo) tomou conta de mim de repente, como um terremoto. me senti como uma daquelas pequenas flores que, ao toque de qualquer brisa, se desfazem e são levadas, sem rumo. o sono me atingiu sem nem ao menos dar aviso. entrei num estado de torpência absoluta e, sem perceber, adormeci. o sono mais profundo e mais tranquilo que eu jamais tive no último ano.

[minha definição de saudade.]

sexta-feira, 12 de março de 2010


depois de mais de uma semana chovendo sem intervalo, pude ver o restinho de uma chuva vencida pelo cansaço pela janela do meu quarto. quando você se acostuma com o som das gotas caindo, o silêncio que vem depois é ensurdecedor. parecia que qualquer pequeno barulho que eu fizesse seria quase que profano. foi nessa hora que eu me senti absurda, numa cena em que eu não parecia fazer parte. fiquei imobilizada pelo silêncio que procedeu a chuva, e tudo que me restava fazer era respeitar aquele momento que não era meu, mas sim das nuvens que, vagarosamente, se afastavam, dando lugar à um céu que esteve ausente por tanto tempo...

[queria que voltasse a chover!]