sábado, 18 de junho de 2011


tédio (té-dio). s. m.: Fastio, aborrecimento, nojo, desgosto: o tédio dos longos dias de isolamento.


mas que século errado, não? as grandes guerras passaram, as novidades tecnológicas já não são tão novidades assim, aquela vida cheia de surpresas e coisas novas que imaginei para mim hoje não passa de um sonho distante. o isolamento social me faz cair no aborrecimento. mas o não isolamento social também, e se é pra ficar aborrecida, que seja sozinha, pelo menos evito o
constragimento do comportamento socialmente destrutivo que me acompanha desde a minha também chata infância.
"nossa, Dalila, você é muito chata, precisa viver mais!" sim, sou chata mesmo, e você também é, não se engane. viver mais? i don't think so, my dear. pelo menos não no lugar onde me encontro agora, o que me leva à próxima parte do meu não tão chato raciocínio: o bom do tédio!
o tédio é aquele estado em que sua mente fica para que você perceba que precisa fazer alguma coisa. "tome uma providência, mulher!" e você toma! é com o tédio que começam as aulas de violão, espanhol e francês. but then again, it goes away (ele não é tão bom assim), e com ele a vontade de aprender essas e outras coisas.

boredom is boring! e viver com tédio é tipo zumbie way of life. conselho de alguém que vive assim: quando o tédio é tão presente que já faz parte de você, não deixe que ele te impeça de ser a pessoa com o humor incompreendido que você é. então, agora, nesse momento, irei tomar um banho e sair para comer alguns cérebros.


Entediadamente disposta, Dalila Couto.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


palavras.
toda reunião de família eu ouço minha mãe dizer que eu demorei pra começar a falar. ouço, mas não digo nada (nessas reuniões, é mais seguro rir!) e então, eu ouço meus irmãos dizerem "claro, cheia de dengo e mimo, nunca precisou falar nada!" sim, fui muito mimada, recebi muito dengo, mas não acredito que isso tenha contribuído pra o meu atraso na fala. articular palavras nunca foi fácil pra mim. na verdade, nunca foi algo que eu gostasse de fazer. escrevê-las, por outro lado, é a minha paixão. eu acredito que a palavra escrita pode tornar qualquer verdade imortal. acredito que a capacidade de organizar seus pensamentos e colocá-los no papel de forma clara é um dom. na fala, tudo se perde. todo o encantamento, todo o tom que o leitor pode imaginar para as palavras, se perde na fala.
sim, Dalila, e qual é o seu ponto? o meu ponto é simples: calem a boca!


Dalila Couto, silenciosamente revoltada!